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Fundo DI ou Tesouro Selic: onde deixar a reserva em 2026

Escolher entre fundo DI ou Tesouro Selic é uma dúvida comum de quem está montando a reserva. Os dois acompanham os juros do dia e têm liquidez rápida. No entanto, a estrutura de custos e de impostos é diferente. Este é um comparativo informativo. A escolha depende do perfil e das prioridades de cada pessoa. A seguir, você vê como cada opção funciona, quanto custa e o que observar antes de aplicar.

O que é cada uma das opções

O Tesouro Selic é um título público. Ou seja, você empresta dinheiro ao governo federal. Em troca, recebe remuneração ligada à Selic (taxa básica de juros do Brasil). Em agosto de 2026, a Selic está em 14,00% ao ano, após a decisão do Copom de 5 de agosto.

O fundo DI, por sua vez, é um condomínio de investidores. O gestor aplica o dinheiro em títulos de baixo risco que seguem o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Assim, o rendimento também caminha junto com os juros básicos.

Na prática, os dois entregam retorno parecido antes dos custos. Por isso, a diferença aparece nas taxas, no imposto e na forma de resgate. Você pode conferir as taxas vigentes no site do Tesouro Direto.

Custos: fundo DI ou Tesouro Selic pesa mais no bolso?

No Tesouro Selic existe a taxa de custódia da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão, a bolsa de valores brasileira). Ela é de 0,20% ao ano. No entanto, aplicações de até R$ 10 mil nesse título são isentas dessa cobrança.

Além disso, desde o fim de 2024 a custódia deixou de ser semestral. Agora ela incide apenas nas movimentações, como resgate, vencimento ou pagamento de juros. Portanto, quem investe pouco e deixa parado paga menos.

No fundo DI, o custo principal é a taxa de administração. Ela varia bastante entre instituições. De fato, existem fundos com taxa zero e outros que cobram mais de 1% ao ano. Ou seja, comparar essa linha do regulamento é essencial.

Uma taxa de 1% ao ano parece pequena. Ainda assim, ela consome uma fatia relevante do rendimento líquido. Por isso, leia a lâmina do fundo antes de aplicar.

Pessoa calculando se vale fundo DI ou Tesouro Selic
Foto: Pexels

Impostos no fundo DI ou Tesouro Selic: a diferença que muitos ignoram

Os dois produtos pagam Imposto de Renda com a tabela regressiva. A alíquota começa em 22,5% para até 180 dias. Depois, cai até 15% acima de 720 dias. Vale notar que fundos classificados como de curto prazo têm alíquota mínima de 20%. Além disso, existe IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos primeiros 30 dias.

A diferença está no momento da cobrança. No Tesouro Selic, o imposto sai apenas no resgate ou no vencimento. Assim, o valor total continua rendendo até você precisar do dinheiro.

No fundo DI existe o come-cotas. Ou seja, a Receita antecipa parte do imposto duas vezes por ano. A cobrança acontece no último dia útil de maio e no último dia útil de novembro. Portanto, uma parte do rendimento é tributada antes do resgate.

Esse detalhe reduz o efeito dos juros compostos no longo prazo. Nosso texto sobre como funcionam os juros compostos explica esse impacto com exemplos.

Liquidez e segurança no fundo DI ou Tesouro Selic

O Tesouro Selic tem recompra garantida pelo Tesouro Nacional em dias úteis. Em geral, o dinheiro cai na conta no mesmo dia ou no dia seguinte. Além disso, o risco de crédito é o do governo federal.

Nos fundos DI, a liquidez está no regulamento. Muitos oferecem resgate em D mais zero. No entanto, outros trabalham com D mais um ou prazos maiores. Por isso, confira essa informação antes de escolher.

Vale registrar um ponto sobre garantias. Nenhuma das duas opções é coberta pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). No caso do fundo, o patrimônio é segregado do banco. No caso do título público, a garantia é do próprio Tesouro Nacional.

Quando o fundo DI ou Tesouro Selic faz mais sentido

O fundo DI se destaca pela praticidade. Você aplica pelo aplicativo do banco, sem escolher título nem prazo. Além disso, alguns fundos aceitam valores muito baixos para começar.

O Tesouro Selic é forte para quem quer previsibilidade de custo. A isenção de custódia até R$ 10 mil ajuda quem está formando a reserva. Ainda assim, a compra exige uma corretora habilitada e alguns cliques a mais.

Não existe opção melhor universal. Avalie o seu perfil, o valor disponível e o prazo que você imagina. Em seguida, compare os custos reais de cada alternativa oferecida pelo seu banco.

Como comparar na prática antes de aplicar

Siga um roteiro simples para não errar:

  1. Anote a taxa de administração do fundo DI disponível na sua conta.
  2. Verifique o prazo de resgate no regulamento.
  3. Calcule quanto a custódia de 0,20% custaria no valor que você pretende aplicar.
  4. Considere o efeito do come-cotas no prazo que você planeja.
  5. Escolha a opção com menor custo total para o seu caso.

Além disso, acompanhe as reuniões do Copom. A próxima acontece em 15 e 16 de setembro de 2026. Ou seja, a Selic pode mudar e alterar o rendimento das duas opções. As atas oficiais ficam no site do Banco Central.

Simulação prática: fundo DI ou Tesouro Selic na mesma conta

Um exemplo ajuda a ver a diferença. Imagine R$ 8 mil aplicados por 12 meses, com juros próximos da Selic atual. Nesse valor, o Tesouro Selic fica isento de custódia, porque está abaixo de R$ 10 mil.

No fundo DI, o resultado depende da taxa de administração. Com taxa zero, o rendimento bruto é parecido. No entanto, com 1% ao ano, uma parcela do ganho vai para a instituição.

Além disso, entra o come-cotas em maio e novembro. Ou seja, parte do imposto sai antes do resgate no fundo. Portanto, o valor que continua rendendo é menor.

Para valores acima de R$ 10 mil, a conta muda. Nesse caso, a custódia de 0,20% incide sobre o que passar desse limite. Assim, a comparação precisa ser refeita com os seus números.

Conclusão

A escolha entre fundo DI ou Tesouro Selic não é uma disputa. Os dois cumprem o mesmo papel dentro de uma carteira conservadora. Por isso, olhe custos, prazos e impostos antes de decidir. Assim, você mantém o dinheiro acessível sem perder rendimento pelo caminho.

Gostou? Veja também: Tesouro Selic ou poupança em 2026 e onde deixar a reserva de emergência.

Além disso, você pode fazer a conta com os seus números na nossa calculadora de investimentos. Ou seja, o resultado sai em menos de um minuto, sem custo.

Informações verificadas em agosto de 2026 com base em dados do Banco Central, do Tesouro Direto e da B3. Taxas e regras podem mudar. Consulte sempre as fontes oficiais antes de tomar decisões. Conteúdo educativo, não recomendação de investimento.

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