A aposentadoria do MEI gera muitas dúvidas em 2026. Afinal, o MEI (Microempreendedor Individual) paga um imposto baixo por mês. Por isso, muita gente se pergunta se terá direito ao benefício. A boa notícia é simples: sim, o MEI se aposenta. No entanto, existem regras importantes para conhecer. Neste guia, você entende como funciona a aposentadoria do MEI, quanto pagar e como aumentar o seu benefício.
O MEI tem direito à aposentadoria
Sim, o MEI contribui para a Previdência Social. Ou seja, ele já está coberto pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De fato, parte do imposto mensal vai direto para a sua aposentadoria. Portanto, o microempreendedor tem os mesmos direitos básicos de um segurado.
Além da aposentadoria, o MEI garante outros benefícios. Por exemplo, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para a família. Assim, contribuir em dia protege você e quem depende de você.
Quanto o MEI paga para o INSS em 2026
O MEI recolhe tudo em uma guia única, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Dentro dela, existe a parte destinada ao INSS. Essa parte equivale a 5% do salário mínimo.
Com o salário mínimo de R$ 1.621,00 em 2026, o valor do INSS fica em R$ 81,05 por mês. Ou seja, é uma contribuição baixa. No entanto, ela tem uma limitação importante. Essa contribuição dá direito à aposentadoria por idade, mas não à aposentadoria por tempo de contribuição.

Aposentadoria por idade do MEI: as regras
A aposentadoria por idade é a mais comum para o MEI. Por isso, veja os requisitos válidos em 2026.
- Idade mínima: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
- Carência: pelo menos 180 meses de contribuição, ou seja, 15 anos.
- Valor: em regra, o benefício é de um salário mínimo.
Portanto, o MEI que paga o DAS em dia por 15 anos garante a aposentadoria por idade. Além disso, é possível somar períodos de trabalho com carteira assinada. Dessa forma, o tempo antigo entra na conta. Para simular o seu caso, veja como simular a aposentadoria pelo INSS.
Como aumentar o valor da aposentadoria do MEI
Quem paga só os 5% recebe um salário mínimo. No entanto, dá para mirar um benefício maior. Para isso, o MEI faz uma complementação de contribuição.
Na prática, ele continua pagando o DAS normalmente. Além disso, emite uma guia extra, a GPS (Guia da Previdência Social), com o código 1910. Essa guia complementar corresponde a 15% do salário mínimo. Assim, os 5% do DAS mais os 15% da GPS somam 20%.
Com os 20%, o MEI passa a ter direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Ou seja, ele pode receber acima do piso, conforme a sua média salarial. No entanto, as regras de transição ficaram mais rígidas em 2026. Por isso, planeje a complementação com antecedência.
O que acontece se o MEI atrasar o DAS
O pagamento em dia é essencial para a aposentadoria do MEI. Afinal, meses não pagos não contam como carência. Portanto, um atraso pode adiar o seu benefício. Ainda assim, é possível regularizar as guias vencidas.
De fato, o MEI pode pagar os DAS atrasados com juros. Depois, o período volta a contar para o INSS. Por isso, mantenha o controle dos pagamentos todo mês. Se você também está com a declaração anual pendente, veja como declarar o MEI atrasado.
Perguntas frequentes sobre a aposentadoria do MEI
O tempo como MEI conta se eu fechar a empresa? Sim. As contribuições feitas continuam valendo. Portanto, o período não se perde.
Posso somar MEI com emprego CLT? Sim. Os períodos se somam para o INSS. Assim, o tempo total aumenta.
O MEI recebe mais de um salário mínimo? Só com a complementação de 15%. Sem ela, o benefício por idade é o piso.
Conclusão: a aposentadoria do MEI existe e vale muito a pena. Por isso, pague o DAS em dia e avalie a complementação. Dessa forma, você garante o benefício no futuro. Gostou? Veja também o Crédito do Trabalhador 2026 e a melhor maquininha para MEI.
Você encontra as guias e o passo a passo oficial no Portal do Empreendedor. Além disso, consulte as regras de benefícios no site do INSS.
Vale a pena fazer a complementação de 15%
Essa é uma decisão pessoal e depende dos seus planos. Afinal, a complementação aumenta o custo mensal. No entanto, ela abre a porta para um benefício maior. Portanto, quem fatura bem tende a se beneficiar mais.
Pense no seguinte: os 5% custam R$ 81,05 por mês em 2026. Já a complementação de 15% acrescenta cerca de R$ 243,15 por mês. Ou seja, o total sobe para perto de R$ 324,20 mensais. Em troca, você pode receber acima do piso na aposentadoria.
De fato, faz sentido para quem tem uma boa média salarial ao longo da vida. Ainda assim, avalie o seu orçamento com calma. Dessa forma, você não compromete o caixa do negócio. Para planejar melhor, veja como organizar a vida financeira.
Como acompanhar suas contribuições ao INSS
O MEI deve conferir os pagamentos com frequência. Por isso, acompanhe o seu histórico no aplicativo Meu INSS. Nele, você vê todos os meses reconhecidos. Além disso, o app mostra o tempo de contribuição já acumulado.
Assim, você identifica falhas antes de se aposentar. Por exemplo, um mês não computado por erro no sistema. Nesse caso, dá para pedir a correção com os comprovantes. Portanto, guarde os recibos do DAS por segurança. Ou seja, o controle constante evita surpresas no futuro.
Em resumo, a aposentadoria do MEI recompensa quem contribui com disciplina. Assim, cada guia paga hoje vira tranquilidade lá na frente.
Vale reforçar um ponto prático. A aposentadoria do MEI não é automática. Ou seja, você precisa solicitar o benefício no Meu INSS quando cumprir os requisitos. Portanto, junte os documentos com antecedência e faça o pedido com calma.
Aviso: os valores e regras foram verificados em julho de 2026 com base em fontes oficiais (gov.br, INSS, Portal do Empreendedor). Regras previdenciárias mudam com frequência. Antes de decidir, consulte as fontes oficiais e, se necessário, um profissional habilitado. Este conteúdo é educativo e não constitui recomendação financeira.
