O calendário do Copom em 2026 tem oito reuniões espalhadas pelo ano. Em cada encontro, o Comitê de Política Monetária define a Selic (taxa básica de juros do Brasil). Por isso, acompanhar essas datas ajuda a planejar dívidas e investimentos. Neste guia você vê todas as datas oficiais, o que já foi decidido até agora e o que esperar do próximo encontro.
Calendário do Copom em 2026: todas as datas
O Banco Central do Brasil divulga o calendário com antecedência. Além disso, cada reunião dura dois dias e a decisão sai na noite do segundo dia. Além disso, a ata é publicada sempre na terça-feira seguinte, às 8h de Brasília.
| Reunião | Datas | Situação |
|---|---|---|
| 1ª | 27 e 28 de janeiro | Realizada |
| 2ª | 17 e 18 de março | Realizada |
| 3ª | 28 e 29 de abril | Realizada |
| 4ª | 16 e 17 de junho | Realizada |
| 5ª | 4 e 5 de agosto | Realizada |
| 6ª | 15 e 16 de setembro | Próxima |
| 7ª | 3 e 4 de novembro | Agendada |
| 8ª | 8 e 9 de dezembro | Agendada |
Por que não houve reunião do Copom em julho
De fato, essa é uma dúvida comum. No entanto, o Copom não se reúne todo mês. Ou seja, são oito encontros por ano, com intervalo aproximado de 45 dias entre eles.
Em 2026, o intervalo entre a reunião de junho e a de agosto pulou o mês de julho por completo. Portanto, quem procurou uma decisão de juros em julho não encontrou nenhuma. Ou seja, a taxa definida em 17 de junho permaneceu válida até a decisão de 5 de agosto. Assim, o desenho existe para dar tempo ao Comitê de avaliar os efeitos da política monetária.
O que o calendário do Copom em 2026 já entregou de decisões
Em primeiro lugar, o ano começou com a Selic em 15,00% ao ano. Em seguida, o ciclo de cortes começou em março. Veja o histórico completo até agora:
| Decisão | Resultado | Selic depois |
|---|---|---|
| 28 de janeiro | Manutenção | 15,00% ao ano |
| 18 de março | Corte de 0,25 ponto | 14,75% ao ano |
| 29 de abril | Corte de 0,25 ponto | 14,50% ao ano |
| 17 de junho | Corte de 0,25 ponto | 14,25% ao ano |
| 5 de agosto | Corte de 0,25 ponto | 14,00% ao ano |
De fato, foram quatro cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. Assim, a Selic saiu de 15,00% para 14,00% em cinco meses. Consulte a série oficial no site do Banco Central do Brasil.

O que esperar da reunião de setembro
Portanto, a próxima decisão sai na noite de 16 de setembro. Além disso, o Comitê analisa principalmente a inflação e as expectativas do mercado. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou 4,44% em doze meses até julho de 2026.
Ou seja, esse número fica acima do centro da meta, que é de 3%. No entanto, ainda está dentro da banda de tolerância de 1,5 ponto percentual. Portanto, o cenário permite continuidade do ciclo de queda, mas de forma cautelosa. Vale acompanhar o Boletim Focus, publicado toda segunda-feira, para ver as projeções do mercado.
Como a Selic afeta o seu bolso
De fato, a taxa básica funciona como referência para quase todo o crédito do país. Por isso, cada decisão do Copom chega até a sua conta.
- Dívidas: rotativo do cartão, cheque especial e empréstimo pessoal ficam menos caros na queda.
- Financiamentos: imóveis e veículos tendem a ter parcelas menores em contratos novos.
- Renda fixa: CDB, Tesouro Selic e fundos DI rendem menos quando a taxa cai.
- Poupança: continua rendendo 0,5% ao mês mais TR enquanto a Selic ficar acima de 8,5%.
Ainda assim, o efeito não é imediato. Em geral, os bancos levam algumas semanas para repassar a mudança. Além disso, contratos já assinados com taxa prefixada não mudam.
Onde investir com a Selic em queda
Assim, com juros em trajetória de baixa, vale revisar a carteira. Primeiro, mantenha a reserva de emergência em aplicações com liquidez diária. Em seguida, avalie travar taxas boas para prazos maiores.
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) estava em 13,90% ao ano em 14 de agosto de 2026. Por sua vez, o Tesouro Prefixado 2029 pagava 14,34% e o Tesouro IPCA+ 2032 oferecia IPCA mais 8,15%, segundo o Tesouro Direto. Ou seja, quem acredita em mais cortes pode considerar prazos maiores.
Para escolher onde deixar o dinheiro do curto prazo, veja onde deixar a reserva de emergência em 2026. Se o seu foco é prazo longo, compare com o Tesouro Prefixado com a Selic em queda.
Como acompanhar cada data do calendário do Copom em 2026
- Decisão: sai por comunicado na noite do segundo dia da reunião.
- Ata: publicada na terça-feira seguinte, com o raciocínio do Comitê.
- Boletim Focus: divulgado toda segunda-feira, traz as projeções do mercado.
- Relatório de Política Monetária: publicado a cada trimestre.
Assim, dá para antecipar tendências em vez de reagir depois. Por exemplo, quem viu o ciclo de queda começar em março teve meses para renegociar dívidas caras. Nesse caso, vale conferir o que a queda da Selic muda nas dívidas.
Perguntas frequentes sobre o calendário do Copom em 2026
Quantas reuniões o Copom faz por ano?
Em resumo, são oito reuniões ordinárias, distribuídas ao longo dos doze meses. Ou seja, o intervalo médio fica em torno de 45 dias. Além disso, o Comitê pode convocar encontros extraordinários em situações excepcionais.
A que horas sai a decisão?
Em geral, o comunicado sai por volta das 18h30 de Brasília, no segundo dia da reunião. Em seguida, o texto fica disponível no site do Banco Central.
Quem decide a taxa?
Além disso, o Copom é formado pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da instituição. Portanto, a decisão é colegiada e cada voto é registrado na ata.
A Selic muda no dia seguinte?
Sim. Em seguida, a nova taxa passa a valer no dia útil seguinte à decisão. Por exemplo, o corte de 5 de agosto entrou em vigor em 6 de agosto de 2026.
Vale esperar a próxima reunião para investir?
Na prática, tentar acertar o momento exato raramente compensa. Assim, faz mais sentido escolher o produto certo para cada objetivo. De fato, o prazo do seu dinheiro pesa mais do que a decisão de um mês específico.
Conclusão sobre o calendário do Copom em 2026
Ou seja, restam três reuniões em 2026: setembro, novembro e dezembro. Além disso, a Selic está em 14,00% ao ano após quatro cortes seguidos. Portanto, anote as datas e revise dívidas e investimentos a cada decisão.
Além disso, você pode fazer a conta com os seus números na nossa calculadora de investimentos. Ou seja, o resultado sai em menos de um minuto, sem custo.
Aviso: datas e taxas verificadas em 17 de agosto de 2026 com base no Banco Central do Brasil e no Tesouro Direto. Dados financeiros mudam com frequência. Consulte sempre as fontes oficiais antes de tomar decisões. Conteúdo educativo, não recomendação de investimento.
