
O calendário do Copom em 2026 tem oito reuniões espalhadas pelo ano. Em cada encontro, o Comitê de Política Monetária define a Selic (taxa básica de juros do Brasil). Por isso, acompanhar essas datas ajuda a planejar dívidas e investimentos. Neste guia você vê todas as datas oficiais, o que já foi decidido até agora e o que esperar do próximo encontro.
Neste artigo
- Calendário do Copom em 2026: todas as datas
- Por que não houve reunião do Copom em julho
- O que o calendário do Copom em 2026 já entregou de decisões
- O que esperar da reunião de setembro
- Como a Selic afeta o seu bolso
- Onde investir com a Selic em queda
- Como acompanhar cada data do calendário do Copom em 2026
- Perguntas frequentes sobre o calendário do Copom em 2026
- Conclusão sobre o calendário do Copom em 2026
Calendário do Copom em 2026: todas as datas
O Banco Central do Brasil divulga o calendário com antecedência. Além disso, cada reunião dura dois dias e a decisão sai na noite do segundo dia. Além disso, a ata é publicada sempre na terça-feira seguinte, às 8h de Brasília.
| Reunião | Datas | Situação |
|---|---|---|
| 1ª | 27 e 28 de janeiro | Realizada |
| 2ª | 17 e 18 de março | Realizada |
| 3ª | 28 e 29 de abril | Realizada |
| 4ª | 16 e 17 de junho | Realizada |
| 5ª | 4 e 5 de agosto | Realizada |
| 6ª | 15 e 16 de setembro | Próxima |
| 7ª | 3 e 4 de novembro | Agendada |
| 8ª | 8 e 9 de dezembro | Agendada |
Por que não houve reunião do Copom em julho
De fato, essa é uma dúvida comum. No entanto, o Copom não se reúne todo mês. Ou seja, são oito encontros por ano, com intervalo aproximado de 45 dias entre eles.
Em 2026, o intervalo entre a reunião de junho e a de agosto pulou o mês de julho por completo. Portanto, quem procurou uma decisão de juros em julho não encontrou nenhuma. Ou seja, a taxa definida em 17 de junho permaneceu válida até a decisão de 5 de agosto. Assim, o desenho existe para dar tempo ao Comitê de avaliar os efeitos da política monetária.
O que o calendário do Copom em 2026 já entregou de decisões
Em primeiro lugar, o ano começou com a Selic em 15,00% ao ano. Em seguida, o ciclo de cortes começou em março. Veja o histórico completo até agora:
| Decisão | Resultado | Selic depois |
|---|---|---|
| 28 de janeiro | Manutenção | 15,00% ao ano |
| 18 de março | Corte de 0,25 ponto | 14,75% ao ano |
| 29 de abril | Corte de 0,25 ponto | 14,50% ao ano |
| 17 de junho | Corte de 0,25 ponto | 14,25% ao ano |
| 5 de agosto | Corte de 0,25 ponto | 14,00% ao ano |
De fato, foram quatro cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. Assim, a Selic saiu de 15,00% para 14,00% em cinco meses. Consulte a série oficial no site do Banco Central do Brasil.

O que esperar da reunião de setembro
Portanto, a próxima decisão sai na noite de 16 de setembro. Além disso, o Comitê analisa principalmente a inflação e as expectativas do mercado. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou 4,44% em doze meses até julho de 2026.
Ou seja, esse número fica acima do centro da meta, que é de 3%. No entanto, ainda está dentro da banda de tolerância de 1,5 ponto percentual. Portanto, o cenário permite continuidade do ciclo de queda, mas de forma cautelosa. Vale acompanhar o Boletim Focus, publicado toda segunda-feira, para ver as projeções do mercado.
Como a Selic afeta o seu bolso
De fato, a taxa básica funciona como referência para quase todo o crédito do país. Por isso, cada decisão do Copom chega até a sua conta.
- Dívidas: rotativo do cartão, cheque especial e empréstimo pessoal ficam menos caros na queda.
- Financiamentos: imóveis e veículos tendem a ter parcelas menores em contratos novos.
- Renda fixa: CDB, Tesouro Selic e fundos DI rendem menos quando a taxa cai.
- Poupança: continua rendendo 0,5% ao mês mais TR enquanto a Selic ficar acima de 8,5%.
Ainda assim, o efeito não é imediato. Em geral, os bancos levam algumas semanas para repassar a mudança. Além disso, contratos já assinados com taxa prefixada não mudam.
Onde investir com a Selic em queda
Assim, com juros em trajetória de baixa, vale revisar a carteira. Primeiro, mantenha a reserva de emergência em aplicações com liquidez diária. Em seguida, avalie travar taxas boas para prazos maiores.
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) estava em 13,90% ao ano em 14 de agosto de 2026. Por sua vez, o Tesouro Prefixado 2029 pagava 14,34% e o Tesouro IPCA+ 2032 oferecia IPCA mais 8,15%, segundo o Tesouro Direto. Ou seja, quem acredita em mais cortes pode considerar prazos maiores.
Para escolher onde deixar o dinheiro do curto prazo, veja onde deixar a reserva de emergência em 2026. Se o seu foco é prazo longo, compare com o Tesouro Prefixado com a Selic em queda.
Como acompanhar cada data do calendário do Copom em 2026
- Decisão: sai por comunicado na noite do segundo dia da reunião.
- Ata: publicada na terça-feira seguinte, com o raciocínio do Comitê.
- Boletim Focus: divulgado toda segunda-feira, traz as projeções do mercado.
- Relatório de Política Monetária: publicado a cada trimestre.
Assim, dá para antecipar tendências em vez de reagir depois. Por exemplo, quem viu o ciclo de queda começar em março teve meses para renegociar dívidas caras. Nesse caso, vale conferir o que a queda da Selic muda nas dívidas.
Perguntas frequentes sobre o calendário do Copom em 2026
Quantas reuniões o Copom faz por ano?
Em resumo, são oito reuniões ordinárias, distribuídas ao longo dos doze meses. Ou seja, o intervalo médio fica em torno de 45 dias. Além disso, o Comitê pode convocar encontros extraordinários em situações excepcionais.
A que horas sai a decisão?
Em geral, o comunicado sai por volta das 18h30 de Brasília, no segundo dia da reunião. Em seguida, o texto fica disponível no site do Banco Central.
Quem decide a taxa?
Além disso, o Copom é formado pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da instituição. Portanto, a decisão é colegiada e cada voto é registrado na ata.
A Selic muda no dia seguinte?
Sim. Em seguida, a nova taxa passa a valer no dia útil seguinte à decisão. Por exemplo, o corte de 5 de agosto entrou em vigor em 6 de agosto de 2026.
Vale esperar a próxima reunião para investir?
Na prática, tentar acertar o momento exato raramente compensa. Assim, faz mais sentido escolher o produto certo para cada objetivo. De fato, o prazo do seu dinheiro pesa mais do que a decisão de um mês específico.
Conclusão sobre o calendário do Copom em 2026
Ou seja, restam três reuniões em 2026: setembro, novembro e dezembro. Além disso, a Selic está em 14,00% ao ano após quatro cortes seguidos. Portanto, anote as datas e revise dívidas e investimentos a cada decisão.
Além disso, você pode fazer a conta com os seus números na nossa calculadora de investimentos. Ou seja, o resultado sai em menos de um minuto, sem custo.
Por fim, vale a leitura de Copom de novembro de 2026: o que muda no rendimento.
Aviso: datas e taxas verificadas em 17 de agosto de 2026 com base no Banco Central do Brasil e no Tesouro Direto. Dados financeiros mudam com frequência. Consulte sempre as fontes oficiais antes de tomar decisões. Conteúdo educativo, não recomendação de investimento.
Cada número deste texto foi conferido na fonte oficial (Banco Central, Receita Federal, gov.br e órgãos do setor) na data indicada. Conteúdo educativo, não é recomendação de investimento.
