O Tesouro IPCA+ 2035 em agosto de 2026 vem chamando atenção de quem busca proteção contra a inflação no longo prazo. O título paga uma taxa fixa somada à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação no Brasil. Neste guia, você entende como funciona o título, qual a taxa disponível agora e para qual perfil de investidor o Tesouro IPCA+ 2035 faz sentido em agosto de 2026.
O que é o Tesouro IPCA+ 2035
O Tesouro IPCA+ é um título público federal negociado pelo Tesouro Direto. Ele combina uma taxa de juros prefixada com a variação do IPCA ao longo do período de investimento. Dessa forma, o investidor sabe que o dinheiro vai render acima da inflação, o que ajuda a preservar o poder de compra. O vencimento em 2035 significa que o título só resgata o valor integral em maio daquele ano, embora seja possível vender antes no mercado secundário.
Qual a taxa do Tesouro IPCA+ 2035 em agosto de 2026
Atualmente, o Tesouro IPCA+ 2035 em agosto de 2026 está pagando uma taxa próxima de 8,34% ao ano, além da variação do IPCA no período. Ou seja, um investimento de R$ 1.000 renderia cerca de R$ 83 por ano apenas com a parte prefixada, sem considerar o efeito da inflação e dos juros compostos. Contudo, essa taxa muda diariamente conforme o humor do mercado. Por isso, vale sempre conferir o valor atualizado no site oficial do Tesouro Direto antes de investir.

Como calcular o rendimento do Tesouro IPCA+ 2035
Para estimar o rendimento, é preciso somar a taxa fixa contratada à variação do IPCA no período. Hoje, o IPCA acumulado em 12 meses está em torno de 4,64%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, somando os dois componentes, o rendimento total do Tesouro IPCA+ 2035 fica próximo de 13% ao ano, antes do desconto do Imposto de Renda (IR). Vale lembrar que o IR incide de forma regressiva, começando em 22,5% e caindo para 15% em aplicações mantidas por mais de dois anos.
Tesouro IPCA+ 2035 ou Selic: o que considerar antes de investir
A taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, também influencia a decisão. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece nos dias 4 e 5 de agosto de 2026, com expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual. Isso significa que investimentos atrelados à Selic tendem a render menos nos próximos meses. Já o Tesouro IPCA+ 2035 trava uma taxa real por muitos anos, o que pode ser vantajoso justamente em um ciclo de queda de juros. Em contrapartida, quem precisa do dinheiro no curto prazo pode preferir opções pós-fixadas, como o Tesouro Selic.
Riscos de investir no Tesouro IPCA+ 2035
O principal risco do Tesouro IPCA+ 2035 não é o calote, já que o título tem garantia do Tesouro Nacional. O maior cuidado é com a marcação a mercado. Isso significa que, se o investidor vender o título antes do vencimento, o preço pode estar mais baixo do que o valor pago, principalmente em momentos de alta de juros. Portanto, o Tesouro IPCA+ 2035 combina melhor com quem pode deixar o dinheiro aplicado até 2035, sem necessidade de resgate antecipado.
Para quem o Tesouro IPCA+ 2035 faz sentido em agosto de 2026
O título costuma ser indicado para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, compra de imóvel ou educação dos filhos. Além disso, funciona bem como complemento a uma reserva de emergência, que deve ficar em ativos de liquidez diária. Antes de investir, também vale comparar o Tesouro IPCA+ 2035 com outras opções de renda fixa, como CDBs e debêntures incentivadas, já que cada produto tem características próprias de prazo, tributação e risco.
Como investir no Tesouro IPCA+ 2035 passo a passo
Para investir, o primeiro passo é abrir conta em uma corretora de valores habilitada pela B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), a bolsa de valores brasileira. Depois, basta transferir o valor desejado e acessar a plataforma do Tesouro Direto pelo site ou aplicativo da corretora. Em seguida, escolha o título Tesouro IPCA+ 2035, informe o valor da aplicação e confirme a compra. O investimento mínimo costuma ficar bem abaixo de R$ 100, o que facilita o acesso mesmo para quem está começando a investir agora.
Tesouro IPCA+ com juros semestrais ou sem juros semestrais
Existem duas versões do título: uma que paga juros a cada seis meses e outra que concentra todo o rendimento no vencimento. A versão com juros semestrais pode ser interessante para quem deseja complementar a renda mensal ou reinvestir em outros ativos periodicamente. Já a versão sem juros semestrais tende a render mais no total, graças ao efeito dos juros compostos sobre o valor investido. Assim, a escolha entre as duas modalidades depende do objetivo financeiro de cada investidor.
Assim como qualquer investimento de renda fixa, vale entender bem o prazo e o objetivo antes de aplicar. Gostou deste conteúdo? Veja também nosso guia sobre a Selic em 14,25% e o que fazer com os investimentos, nosso material sobre a reunião do Copom e nosso conteúdo sobre debêntures incentivadas em 2026.
Antes de decidir, vale comparar o Tesouro IPCA+ 2035 com outras opções de longo prazo, como fundos de ações ou ETFs. Embora tenham risco diferente, diversificar a carteira costuma reduzir o impacto de oscilações do mercado. Para quem ainda não conhece esse tipo de investimento, vale a pena ler nosso guia sobre como investir em ETF para iniciantes em 2026. De qualquer forma, o mais importante é manter a disciplina de investir todo mês, mesmo que em valores pequenos, já que o tempo é o maior aliado da renda fixa.
Em resumo, o Tesouro IPCA+ 2035 funciona melhor como parte de uma carteira diversificada de longo prazo, e não como aposta isolada. Reavaliar a estratégia a cada seis meses ajuda a garantir que o investimento continue alinhado aos seus objetivos financeiros.
Aviso: taxas verificadas em agosto de 2026 com base no site do Tesouro Direto e em dados do IBGE. Rendimentos de renda fixa mudam diariamente. Consulte sempre as fontes oficiais antes de investir. Conteúdo educativo, não recomendação de investimento.
