
A primeira parcela do 13º de 2026 deve cair até segunda-feira, 30 de novembro. Ou seja, ela corresponde à metade do salário bruto e chega sem nenhum desconto. Já a segunda parcela vem em dezembro, com INSS e Imposto de Renda.
No entanto, este ano existe uma novidade importante. Afinal, é o primeiro 13º pago com o redutor do Imposto de Renda criado em 2026. Por isso, muita gente vai receber mais na segunda parcela do que no ano passado.
A seguir, veja as datas, as contas e um exemplo feito na nossa calculadora.
Neste artigo
Quando cai a primeira parcela do 13º em 2026
Primeiro, saiba que a lei dá ao empregador um prazo, e não uma data fixa. Assim, a empresa pode pagar a primeira parcela do 13º entre fevereiro e 30 de novembro.
Na prática, a maioria paga perto do fim do prazo. Em 2026, o dia 30 de novembro cai numa segunda-feira, então não há ajuste de data.
- Primeira parcela: até 30 de novembro de 2026, sem descontos.
- Segunda parcela: até 20 de dezembro, com INSS e IR (Imposto de Renda).
- Atenção: 20 de dezembro de 2026 é domingo, então o pagamento costuma sair até sexta, 18.
Além disso, quem pediu por escrito em janeiro pode ter recebido a primeira metade junto com as férias. Nesse caso, a empresa só paga a segunda parcela em dezembro.
Também têm direito os empregados domésticos e os trabalhadores temporários. Assim, em todos os casos, o valor segue a mesma lógica de meses trabalhados.
Quanto vale cada parcela: o exemplo na calculadora
Primeiro, entenda a lógica. A primeira parcela do 13º é sempre 50% do salário bruto, para quem trabalhou o ano inteiro. Depois, a segunda parcela pega o 13º cheio, desconta INSS e IR e subtrai o que já foi pago.
Rodamos a calculadora de 13º salário e férias com salário de R$ 4.000 e 12 meses trabalhados. O resultado foi este:
- 13º bruto: R$ 4.000.
- INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): R$ 368,60.
- IR: R$ 0,00.
- 13º líquido total: R$ 3.631,40.
Logo, a primeira parcela do 13º é de R$ 2.000. Em seguida, a segunda parcela fica em R$ 1.631,40, que é o líquido total menos o adiantamento.
Agora, faça o mesmo com o seu salário. Basta informar o bruto, os meses trabalhados e os dependentes. Desse modo, você sabe quanto entra em novembro e em dezembro.
Se você tem dependentes, informe na calculadora também. Afinal, cada dependente reduz a base do IR em R$ 189,59, conforme a tabela da Receita. Com isso, o imposto da segunda parcela pode cair ainda mais.

O que muda com o redutor do Imposto de Renda
A Lei nº 15.270/2025 criou uma redução mensal do imposto a partir de janeiro de 2026. Os valores estão na tabela da Receita Federal. Para quem ganha até R$ 5.000, o imposto fica zerado. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a redução diminui aos poucos.
De fato, a lei manda aplicar essa redução também no imposto retido sobre o 13º. Por isso, o exemplo de R$ 4.000 sai sem IR na calculadora.
Para comparar, pela tabela progressiva sozinha o imposto desse 13º seria de R$ 150,55. Ou seja, o redutor devolve esse valor ao trabalhador.
Agora, veja um salário de R$ 6.000, que fica na faixa de redução parcial. Na calculadora, o INSS é de R$ 641,51 e o IR é de R$ 385,10.
- 13º bruto: R$ 6.000.
- Primeira parcela: R$ 3.000.
- 13º líquido total: R$ 4.973,39.
- Segunda parcela: R$ 1.973,39.
Nesse caso, o redutor ainda abate R$ 179,75 do imposto. No entanto, acima de R$ 7.350 de salário, não há redução nenhuma. Por outro lado, quem está nessa faixa segue com o desconto normal. Assim, a segunda parcela pode vir bem menor que a primeira.
Primeira parcela do 13º: por que ela não tem desconto
De fato, muita gente estranha a diferença entre as duas parcelas. Afinal, a primeira vem maior e a segunda vem menor.
A explicação é simples. Em primeiro lugar, o INSS e o IR do 13º são calculados uma única vez, sobre o valor total. Logo, todo o desconto fica concentrado em dezembro.
Por esse motivo, não planeje gastar a segunda parcela pelo mesmo valor da primeira. Em vez disso, use a calculadora e anote o valor líquido real.
Para a tabela completa do INSS, consulte a tabela de contribuição mensal do INSS. Já as faixas de IR estão explicadas no nosso guia da tabela do Imposto de Renda 2026.
Se você não trabalhou o ano todo
Quem foi contratado durante 2026 recebe o 13º proporcional. Além disso, cada mês com 15 dias ou mais trabalhados vale 1/12 do salário. Da mesma forma, quem sai da empresa antes de dezembro recebe o proporcional na rescisão.
Por exemplo, quem começou em junho tem sete meses. Nesse caso, o 13º bruto é de 7/12 do salário, e a primeira parcela é metade disso.
O passo a passo completo está no guia do 13º salário proporcional. Já na calculadora, basta trocar o campo de meses trabalhados.
Como usar a primeira parcela do 13º com estratégia
Novembro tem Black Friday, e dezembro tem festas. Enquanto isso, janeiro traz IPVA, IPTU e material escolar. Portanto, decidir o destino do dinheiro antes de ele cair evita aperto no começo do ano.
- Primeiro, quite dívidas com juros altos, como rotativo do cartão e cheque especial.
- Em seguida, separe uma parte para as contas fixas de janeiro.
- Por último, defina o valor para presentes e compras.
Aliás, se a empresa atrasar o pagamento, procure primeiro o RH. Depois, se nada mudar, o caminho é o sindicato ou uma denúncia ao Ministério do Trabalho.
Para se organizar, vale ler o guia sobre como se preparar para as despesas de janeiro.
Em resumo, a primeira parcela do 13º cai até 30 de novembro, cheia e sem descontos. A segunda vem em dezembro, em geral até o dia 18, já com INSS e o IR reduzido. Por fim, rode a calculadora antes e saiba exatamente quanto vai entrar.
Se pensa em usar a parcela nas compras de fim de ano, veja quando é a Black Friday 2026 e como se planejar.
Informações verificadas em outubro/2026 na Receita Federal e no INSS. Taxas e condições podem mudar. Consulte sempre as fontes oficiais antes de decidir. Conteúdo educativo, não recomendação de investimento.
Cada número deste texto foi conferido na fonte oficial (Banco Central, Receita Federal, gov.br e órgãos do setor) na data indicada. Conteúdo educativo, não é recomendação de investimento.
